Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?
Enviada em 02/10/2024
O século XXI foi marcado por uma grande inovação no setor tecnológico, tendo em vista o aprimoramento das ferramentas tecnológicas. Nesse sentido, a contemporaneidade trouxe uma maior integração comunicativa, onde a troca de informações se tornou mais rápida e fácil. Todavia, apesar do avanço tecnológico, a incidência de transtornos mentais aumentou significativamente e, diante desse cenário, é fundamental entender as causas dessa problemática, sendo as quais a liquidez das relações e a desregulação do relógio biológico.
Primeiramente, cabe destacar que a modernidade trouxe um caráter líquido para os relacionamentos. Nesse viés, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman criou um conceito chamado de “Modernidade Líquida”. Segundo o pensador, a globalização e o dinamismo presente na atual conjuntura influenciaram as relações sociais, que se tornaram fugazes e móveis, tal como os líquidos. Dessa forma, a concretude se torna incerta e conceitos como amizade, empregos e até mesmo o casamento se tornam fugazes e podem ser desfeitos por meio de um único clique. Então, faz-se necessário resolver o problema e garantir a saúde da população.
Ademais, faz-se fulcral analisar os impactos da tecnologia nas funções biológicas do corpo humano. Nesse contexto, cabe destacar que a espécie humana é controlada por processos químicos que independem de sua vontade. Sob esse viés, o hormônio melatonina orienta o funcionamento dos órgãos e do organismo. Entretanto, o referido hormônio, regulado pela presença de luz, pode ser “enganado” pelo uso de dispositivos digitais. Dessa forma, o mal uso das tecnologias pode influenciar no sono e metabolismo. Assim, faz-se necessário corrigir o mal uso das ferramentas digitais, afim de garantir a saúde populacional.
Portanto, é necessário que essa situação seja resolvida. Para tanto, urge que o Estado crie um programa intitulado “Minha tecnologia, minha vida”. A referida iniciativa consistirá na ministração de palestras em todas as escolas públicas, visando conscientizar os estudantes sobre os principais problemas das ferramentas sociais e os modos de se prevenir e preservar sua saúde mental. A supracitada iniciativa, ademais, deverá contar com a presença de sociólogos, com o objetivo de garantir a veracidade informacional.