Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?
Enviada em 25/09/2024
Na obra “Brasil, País do Futuro”, Stefan Zweig, autor austríaco, classificou o país a ser uma das mais importantes nações no futuro. No entanto, hodiernamente, o Brasil está longe de alcançar tal classificação, e o mal uso da tecnologia em relação à saúde mental se caracteriza como um impasse para isto, tendo em vista a normalização do vício das redes sociais e a falta de senso crítico da sociedade como pilares deste desafio.
Em primeiro plano, vale ressaltar a importância da saúde mental estável em sociedade. Destarte, a tecnologia surgiu com a premissa de beneficiar as atividades do cotidiano, entretanto, também trouxe maléficios quando utilizada de forma exacerbada, podendo causar dependências e agravar casos de depressão e ansiedade. Posto isto, segundo a OMS, o conceito de saúde vai além de preocupações com o físico, mas também com o mental. Por conseguinte, a normalização do vício das redes sociais deriva de uma tentativa de se encaixar na sociedade, utilizando da internet para transparecer felicidade e bem-estar, porém na realidade apenas buscam a aprovação da população.
Outrossim, além da normalização deste vício, a falta de senso crítico impacta pontualmente na saúde mental dos brasileiros. Sendo assim, o físico alemão, Albert Einsten afirma: “É importante não deixar de questionar. A curiosidade tem uma razão de existir”. Desta maneira, o uso excessivo de internet desampara o senso crítico, por meio da alienação da mídia e das redes sociais, e também por consumo exagerado de conteúdos fúteis que desconfiguram os níveis de dopamina do organismo e fazem com que indivíduos busquem por prazer momentâneo a todo tempo. Por consoante, este comportamento é oriundo de redes sociais que são programadas para transmitir essa sensação de felicidade de forma “artificial” através de um enxoval de conteúdos produzidos para entreter os indivíduos.
Portanto, o Brasil possui entraves que carecem de resolução. Logo, cabe ao Ministério da educação conscientizar a população dos perigos do uso exarcebado da tecnologia e instigar o senso crítico da sociedade, por meio de aulas específicas sobre a importancia de questionar e palestras em instituições de ensino acerca do tema, com a finalidade de alcançar as expectativas do autor austríaco em sua obra.