Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?
Enviada em 25/10/2024
John Locke, filósofo inglês, destaca que é dever do Estado assegurar a saúde e o bem-estar do público. Todavia, em virtude da inserção da tecnologia trazer problemas para a saúde mental, é válido reconhecer como a ideia de Locke vem sendo contrariada. Sob essa perspectiva, é possível analisar as doenças mentais e a manipulação em massa como as características advindas da tribulação.
De início, percebe-se que as enfermidades mentais decorrem do entrave na sociedade, dado que os transtornos psicológicos afetam os usuários de redes sociais. Nesse viés, ao destacar a ideologia de Stanley Cohen - sociólogo e criminalista britânico - na qual: “A mídia proporciona o pânico moral”, nota-se como esse pensamento está correlacionado com o atual cenário precário, sobretudo quando o assunto é a tecnologia e a saúde, uma vez que as pessoas utilizam ,equivocadamente, as fantasias de redes sociais como uma ferramenta de comparação com a vida alheia, assim, trazendo à tona a frustração e danos psíquicos como a depressão e a ansiedade. Isso porque, lamentavelmente os indivíduos não questionam a realidade em que estão inseridos.
Ademais, vale ressaltar a manipulação da população como um fator proveniente do empecilho, visto que o avanço tecnológico visa manusear uma manada social. Nesse sentido, ao considerar os terríveis feitos de Joseph Goebbels - ministro da propaganda nazista durante a Segunda Guerra Mundial - que, utilizou as mídias para disseminar os ideais antissemitas, deduz-se a similaridade com as graves ondas de fake news enfrentadas pela população e a necessidade de controlar uma massa populacional. Pois, uma sociedade acostumada com esse cenário, permite que a problemática supracitada continue em evidência, por conseguinte, naturalizando esses fatos banais.
Urge, portanto, a adoção de medidas que combatam esses desafios. Partindo desse ponto, a Organização das Nações Unidas deve fomentar a regulamentação do uso de tecnologias, por meio de uma assembléia com os países constituintes. Assim, estabelecendo um limite no uso de mídias e censurando conteúdos propagandistas, para que, por fim, haja o equilíbrio entre a tecnologia e o bem-estar mental, por finalidade, cumprindo com o idealismo de John Locke.