Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?

Enviada em 26/09/2024

As tecnologias se tornam cada vez mais presentes em meio a sociedade. Sabemos que com ela foram gerados diversos benefícios e melhoras. Porém, quando a assunto é saúde mental, enxerga-se mais retrocessos do que evolução, essa depêndencia das telas impactam a sociedade como um todo, tanto no entreterimento, quanto na aceitação de um padrão a ser vivido.

Estudos bilógicos apontam um dos principais males do mau uso da tecnologia. Quando consumido erroniamente, ou seja, sem finalidade de comunicação mas somente para um simples entreterimento, o cerébro libera hôrmonios, e nesse caso libera em grande quantidade dopamina, resposável pelo prazer, atuando da mesma forma que a droga, viciando e trazendo o desejo de mais.

Paulo Ricardo, padre católico, em uma de suas pregações falava com irônia: “existia vida antes do celular”. Nessa ocasião a fala estava direcionada aos jovens, que buscam cada vez mais aceitação dos outros, por meio de redes sociais, e se frustam quando não alcançam o retorno esperado de curtidas e elogios. O padrão que é imposto nas mídias causam esse necessidade de querer ser igual, trazendo diversos problemas de auto-estima e, consequentemente, afetando a saúde mental.

Por isso, o uso das telas está diretamente ligado com o crescimento dos indices de pessoas depressivas, nas quais já não conseguem produzir hôrmonios de alegria, tentam nas redes aumentar seu ego, mas acabam se deparando com padrões que somente os colocam para baixo. Steve Jobs, fundador da aplle diz: “A técnologia move o mundo”. Essa fala de Jobs está certa, nos resta refletir, para onde ela está movendo o mundo, para a evolução, ou para a dependência?

Logo, concluímos que a tecnologia tem levado a saúde mental ao desgaste quando usada da forma errada. Assim, para que se resolva a problemática é necessário que órgãos responsáveis pelo bem-estar mental, sejam eles privados ou públicos, promovam campanhas de conscientização nas escolas sobre o uso exagerado do celular e suas tecnologias, com a finalidade de que as futuras gerações entendam que não são dependentes deles.