Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?
Enviada em 27/09/2024
Apartir da segunda década do século XXI, começou-se a popularização massiva das redes sociais no Brasil. O ser humano, que até então, tinha acesso limitado a informação e estava acostumado a se relacionar apenas com pessoas próximas de sua realiadade, viu-se diante de uma vastidão de novas experiências, antes inimagináveis. Porém, o uso desenfreado da tecnologia pode prejudicar a saúde mental dos brasileiros em busca de validação pessoal e da comparação com outras pessoas.
Diante desse cenário, é pertinente afirmar que a tecnologia e a saúde mental podem ser consideradas rivais. Muitos internautas postam fotos nas redes sociais em busca de likes e acabam se frustando quando não recebem aquilo que foi idealizado. Nesse sentido, o livro “Manual da psiquiátra clínica”, relaciona o excesso de telas a quadros de depressão e ansiedade. Portanto, fica evidente que o uso da tecnologia deve ser comedido.
Ademais, indivíduos que antes conviviam com pessoas próximas de sua realidade, se viram diante de outras, que muito jovens já haviam conquistado dinheiro, casa e o carro dos sonhos, porém sem saber que a grande maioria desses já nasceram ricos. Nessa perspectiva, aguça-se ainda mais a percepção da desigualdade social, conceito desenvolvido pelo sociólogo alemão Karl Marx. Dessarte, é urgente promover a distribuição de renda.
Em suma, é indubitível que a tecnologia e a saúde mental estão intimamente ligadas. Portanto, faz-se urgente que o Estado promova campanhas desencorajando o uso excessivo das redes sociais, principalmente nas escolas para que atinja os mais jovens. No longo prazo é necessário reduzir a desigualdade social para que os mais humildes não sejam afetados por padrões de vida inalcançáveis. Assim, a população poderá preservar sua saúde mental e ainda sim ,desfrutando da tecnologia.