Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?

Enviada em 27/09/2024

A atual Quarta Revolução, iniciada após a invenção de tecnologias modernas como o smartphone criado pela empresa Apple, oferece benefícios e malefícios desse produto no que se refere à saúde mental. Sob esse viés, elas podem ser aliadas ou rivais do habitante dependendo da administração do uso desses itens pelos usuários. Desse modo, é necessário que a situação seja analisada em seus prós e contras a fim de verificar os seus impactos na cognição humana.

Nesse sentido, esse recurso é benéfico quando permite a expansão do conhecimento por meio da leitura. Dito isso, observa-se a diferença entre a contemporaneidade e o século XVIII, em que o movimento iluminista criou a enciclopédia, restrita ao grupo dos intelecutais, enquanto que no cenário vigente todos podem ter acesso com o auxílio do celular. Dessa maneira, a disponibilidade de informações, somada com o hábito de ler, permite que os neurônios do sistema nervoso trabalhem, o que colabora para o funcionamento saudável do cérebro.

Em contrapartida, o malefício se instala a partir da utilização desse meio tecnológico como referência para padrões inalcançáveis de uma cultura. Nesse ponto de vista, é possível aplicar a tese do sociólogo Émile Durkheim, que defende que os fatos sociais são comportamentos coletivos e coercitivos, que, no contexto em questão, se manifesta sob a ótica dos dados virtuais que manipulam os indivíduos a obterem uma vida perfeita. Por sua vez, a ansiedade e a depressão surgem quando essas expectativas não se concretizam, o que revela a importância de descontrução desses modelos irreais em prol do psicológico dos afetados.

Portanto, para que os cidadãos não sejam prejudicados, é dever do Estado, após a criação de um projeto social, criar um aplicativo de livros gratuitos, especificamente os do domínio público, com a finalidade de incentivar o costume da leitura, o que permitirá a saúde mental. Outrossim, é responsabilidade do Ministério da Cultura, por intermédio de campanhas, principalmente as exibidas nos meios de comunicação digitais, influenciar a mentalidade da população, com o objetivo de evitar que os brasileiros se tornem vítimas de projeções controladas pela tecnologia, o que colaborará para a desmitificação desse ideal impossível.