Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?

Enviada em 09/10/2024

Lutas e limitações marcam a história do Brasil. Da colonização à miscigenção, da exploração aos costumes impostos, o país registra percalços de um povo que se construiu em uma base histórica distoricida. Hoje, a antiga terra tupiniquim avança rumo ao progresso, todavia, é preciso superar margelas, como a influência negativa das tecnologias na saúde mental, formentado pelo individualismo e pelo descaso governamental. Efetivamente, o individualismo existente em grande parte da sociedade pode ser evidenciado como um problema que impede a resolução do poder exercido pelas redes sociais nos estilos de vida. Desse modo, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, o ser humano líquido adotou um modo individualista de pensar, pois essa nova sociedade- que se preocupa apenas com suas questões- impede a sociabilidade entre pessoas. Relaciona-se tal premissa, por exemplo, a busca de um corpo perfeito inexistente, propagado por influenciadores digitai. Isso gera, infelizmente, processos patológicos, como a depressão, uma vez que esse processo desgastante não possui uma forma de se adquirir um resultado. Ademais, é valido debater sobre a ignorância estatal. Sob esse viés, cabe uma referência à música ‘‘Brasil colônia’’, da banda Oriente, a qual, a partir do trecho “Lágrimas de sangue escorrem dos filhos deste solo e irrigam este solo; crianças pedem colo e a pátria-mãe se isola”, aponta uma denúncia à negligencia do poder público. Tal cenário pode ser relacionado a temática, pois, nessa questão, há um descaso governemental na medida que o público infantil tem um acesso quase que irrestrito das redes sociais. Nota-se, por conseguinte, que a fiscalização ineficaz atua para que crianças fiquem mais propensas a conteudos sensiveis na internet, tendo como um dos principais perigos a pornografia, evidenciando que o governo não cumpre, de fato, o seu papel de mãe-gentil. Portanto, o governo deve criar campanhas educativas no meio físico e no virtual. Isso será por meio da divulgação de propagandas em panfletos, televisão e redes sociais, como instagram e youtube. Essa medida tem a finalidade de instruir a população acerca do impacto prejudicial das tecnologias, o que findará com individualismo elucidado por Bauman e, também, com a negligência estatal.