Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?
Enviada em 10/10/2024
“ Se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.” Essa ideologia estabelecida pelo filósofo educador, Paulo Freire, na qual o ensino é capaz de configurar as relações éticas e morais, reflete a possibilidade de mudanças em relação à tecnologia e saúde mental.
Em primeiro lugar, a seara governamental é a principal responsável pela problemática social. Nesse sentido, a Constituição Federal, cujas leis garantem direitos que devem ser respeitados, no Artigo 196, determina que todos possuem o direito de ter melhores condições e acessibilidade de saúde com qualidade mediante políticas públicas. Nesse contexto, existe a inaplicabilidade das leis, em que permite a falta de acesso e também intensifica problemas em torno da saúde mental. Por conseguinte, a precariedade no atendimento e a falta de políticas públicas efetivas podem agravar problemas psicológicos.
Além disso, é inadmissível que o Brasil – signatário dos Direitos Humanos – perpetue ações contrárias às leis estipuladas pela Carta Magna. Diante disso, a tecnologia se apresenta como uma ferramenta que pode ser uma aliada poderosa na promoção da saúde, especialmente em áreas como telemedicina e plataformas de informação. Essas ferramentas podem facilitar o acesso a serviços, oferecer suporte em tempo real e promover a educação em saúde, ajudando a desmistificar questões relacionadas à saúde mental e a reduzir o estigma. Entretanto, a tecnologia possui facilidade de acesso à informação e, consequentemente, a visualização de conteúdos danosos e prejudiciais para a saúde.
Com isso, propostas devem entrar em vigor a fim de solucionar os problemas já mencionados. Para tanto, o Estado possui o dever de elaborar novas práticas pedagógicas, como, por exemplo, palestras com alunos e país abordando a tecnologia e saúde mental, assim como, conversas nas comunidades sobre a importância das denunciar de conteúdo inapropriado. Ademais, o Governo deve aplicar políticas associadas à fiscalização, ou seja, averiguação de denúncias, aplicação de multas e elaborar filtros em redes socais. Assim, o Brasil estará de acordo com as novas práticas e tornar-se-á um país democrático.