Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?

Enviada em 30/10/2024

Na obra “Espírito das Leis”, Montesquieu enfatiza que é necessário analisar as relações sociais existentes em um povo para, assim, aplicar as diretrizes legais e abonar os progresso coletivo. No entanto, ao observar a tecnologia e a saúde mental, certifica-se que a teoria do filósofo diverge da realidade tupiniquim contemporânea, haja vista os dilemas enfrentados pela temática. Com efeito, é imprescindível enunciar os aspectos socioculturais e legislativos como pilares fundamentais da chaga.

A princípio, é preciso debater o comportamento coletivo diante da temática em evidência. De acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perspectiva, os impactos da tecnologia na saúde mental destoa do progresso bourdieuseano e forma cidadãos sem interesse em resolver

os efeitos causado pelo problema, como a exclusão social. Consequentemente, essa ausência de autrocrítica funciona como base para a intesificação do problema, tal como o suicídio, visto que o anseio pela padronização do estilo de vida imposto pelas redes sociais excluem aqueles que não alcançam tal objetivo, levando a depressão. Destarte, analisar criticamente as relações sociais é essencial para dirimir o revés

Ademais, vale destacar as falhas legislativas. Nessa perspectiva, John Rawls, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, os obstáculos enfrentados da tecnologia na sanidade mental, contrasta com a tese do autor, tendo em vista que, o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, uma vez que embora exista o Programa de Suporte a Saúde Mental na Era Digital (PROSSMED), a administração pública não viabiliza a frequência de outras mediações para atenuar a questão. A exemplo disso, o Brasil tem o maior índice de ansiosos do mundo, segundo o G1. Com isso, é inadimissível a inoperância das esferas de poder para mitigar o viés.