Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?
Enviada em 16/10/2024
Na canção “I Love me”, de Demi Lovato, é retratado o discurso de ódio através das redes sociais como um impasse para o bem de sua saúde mental. De forma análoga, ao analisar a conjuntura brasileira, nota-se que o uso da tecnologia influência negativamente no bem-estar mental da população brasileira. Assim, pode se dizer que tal problemática está intrinsecamente relacionada à ausência de debate e a busca pelo ideal.
A princípio, é fulcral pontuar que a falta de exposição do problema faz com que este perpetue. De acordo com Djamila Ribeiro, deve se tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam propostas. No entanto, há um silenciamento quando se trata dos impactos causados pelas redes sociais na saúde mental dos usuários, visto que muitos se tornam prisioneiros de um algoritmo vicioso, que os mantém dependentes, podendo interferir nos casos de depressão e ansiedade. Assim, valores são perpetuados na sociedade, a qual passa a considerar o uso exacerbado das mídias como algo natural, sem analisar as consequências.
Outrossim, vale ressaltar a procura pela perfeição como fomentador do conflito. Atualmente, os usuários das redes sociais encontram-se reféns da aprovação dos outros e da busca pela beleza ideal, sendo estes fatores medidos pela quantidade de ‘likes’ que o indivíduo recebe. Nesse sentido, as pessoas tornam-se vítimas desse comportamento extremamente nocivo, podendo agravar a ansiedade e desenvolver distorção de imagem, condição que muda a capacidade de reconhecer de forma realista o corpo. Dessa forma, é imprescindível a análise da busca pelo ideal para solução da conjuntura.
Portanto, denota-se de ações governamentais para diminuir os casos de doenças causadas pela tecnologia. Assim, cabe ao Estado -em sua função de promotor do bem estar social- promover campanhas por meio das escolas e das mídias sociais a fim de reduzir a invisibilidade do problema e, como consequência, diminuir a procura pela perfeição. Dessa forma, espera-se uma reducão significativa dos casos de transtornos mentais no Brasil.