Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?

Enviada em 18/10/2024

No longa metragem WALL-E, da produtora Pixar, há um futuro distópico no qual os humanos tornam-se dependentes das tecnologias futurísticas, e como consequência, todos possuem a saúde prejudicada. Analogamente, nos dias atuais, há pontos positivos e negativos ao correlacionar a tecnologia com a saúde mental. Sob essa ótica, é fulcral evidenciar não só a dependência dos itens tecnológicos, mas também o comprometimento da saúde popular.

Em primeira análise, torna-se crucial explicitar a eficiência trazida pelo avanço tecnológico. Como exemplo, houve a repercussão sobre o projeto do renomado empresário Elon Musk, que está desenvolvendo um chip para auxiliar a assistência hospitalar, identificando problemas em seu hospedeiro. Como pode-se observar, o avanço desses artifícios é essencial para a preservação da saúde de todos, conforme demonstrado pelo empresário Steve Jobs ao dizer que “a tecnologia move o mundo”, assim, é inegável que, na contemporaneidade, exista uma dependência da tecnologia no quesito assistência hospitalar.

Paralelamente, é nítido que o uso desenfreado dos recursos tecnológicos causam efeitos inversos, ou seja, negativos, comprometendo a saúde pública. Segundo Luis Fernando da Veiga, psicólogo da Unimed, os marcadores socioculturais, como padrões de beleza ou de comportamentos, presentes nas redes sociais, guiam os usuários aos diversos problemas neurológicos, como a ansiedade e a depressão, influenciando negativamente a saúde dos cidadãos. Deste modo, por mais que haja inúmeros pontos positivos que os recursos de tecnologia proveem, em contrapartida, a consequência do uso excessivo deste meio causa um efeito contrário, afetando a saúde mental dos cidadãos.

Em síntese, urge a busca de maneiras para garantir um equilíbrio entre a tecnologia e a saúde pública. Portanto, o Ministério da Saúde deve ampliar verba para a criação do Projeto Recursos Saudáveis que, mediante campanhas midiáticas, conscientizará a população dos riscos do uso excessivo dos aparelhos eletrônicos. Além disso, também acolherá gratuitamente pessoas para apoio neurológico por meio de criações de sedes públicas e agentes capacitados, a fim de assegurar os direitos à Saúde dos cidadãos, previsto na Constituição Federal de 1988.