Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?
Enviada em 31/10/2024
Em 1861, nascia nos Estados Unidos da América uma das mais renomadas universidades do mundo na área da tecnologia, o Instituto de Tecnologia de Massachussets - MIT. Em razão de sua criação, o mundo conheceu grandes avanços tecnológicos, o que tornou a vida da população mundial em geral muito mais cômoda. No entanto, é necessário também atinar com as consequências negativas de tal progresso, podendo-se citar como exemplo o mau uso das mídias socias e a globalização de preconceitos que antes eram apenas regionais
De acordo com dados da OMS, o Brasil é o segundo colocado no ranking de países com as maiores taxas de depressão. Não obstante, também é um dos maiores usuários de mídias sociais no mundo. Assim, pode-se analisar a relação que há entre uso de mídias sociais e índice de depressão. Segundo o neurocientista Kandel, o vício em dopamina, neurotransmissor liberado na corrente sanguínea quando se utiliza redes sociais e que causa sensação de prazer, pode acarretar, entre outras coisas, problemas de saúde mental. Dessa forma, nota-se como o uso exarcebado de mídias sociais é grave e leva a quadros clínicos preocupantes, sendo necessária a regulamentação, por parte do Poder Público, dos chamados influencers, que exploram gatilhos mentais, na internet, para prender a atenção dos telespectadores e deixá-los ainda mais dependentes da dopamina. Além disso, conforme dados da ONU, os mais diversos tipos de preconceitos têm se alastrado pelo mundo como nunca antes da história, de tal forma que uma parcela significativa da sociedade vive sob tensão, amedrontada pela ideia de que pode ser vítima de atos violentos. Aliás, esses preconceitos ganharam uma força esmagadora após a criação e popularização da internet. Assim sendo, essas pessoas são continuamente visitadas pelo estresse, o que, ainda segundo o neurocientista supracitado, acaba gerando a depressão.
Portanto, o Poder Público deve regulamentar, por meio do Congresso Nacional, as mídias sociais e os influencers, além de regulamentar também a internet, com a finalidade de impedir a proliferação de preconceitos em escala mundial, e trazer mais bem-estar à população. Ademais, deve investir em propagandas acerca dos danos causados pelo mau uso das mídias sociais, utilizando, para isso, jornais e TV.