Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?

Enviada em 08/12/2024

O filósofo Aristóteles em sua frase “A ciência é composta de erros, por sua vez são os passos para verdade”, mostra como a ciência antes do advento da tecnologia, previa que a revolução tecnológica pode causar preocupação pela exposição dos erros éticos de corporações, que criam aplicativos que compromete a saúde do usuário para viciar, porém, a tecnologia também é a maior oportunidade de buscar autoconhecimento e facilitar a busca de sabedoria com a criação de inteligência artificial.

A neurociência fez pesquisas de como os problemas mentais aumentaram pelo uso do behaviourismo, que é uma abordagem psicológica ultrapassada testada em ratos, sendo o mecanismo das redes sociais de como estimular um comportamento repetitivo e autodestrutivo, baseado em enxergar o humano como uma “máquina de respostas” em busca de recompensas, e não na sua verdadeira autorrealização.

Veja bem, o problema não é as redes sociais em si, mas como ela foi desenhada para corresponder ao contexto econômico atual, sem levar em consideração os processos internos e a criatividade do ser humano, ou seja, as companhias do setor tecnológico em busca incessante por lucro, se preocupa em como manter o usuário conectado, e usa a ciência sem trabalhar com o princípio ético de moralidade, de como manter um ambiente online saudável.

Destarte, o vício no celular já recebe uma nova doença chamada nomofobia, que já é um debate na Organização Mundial de Saúde. A Austrália, por exemplo, foi o primeiro país a proibir o uso de redes sociais para menores de 16 anos. Por isso, o Ministério da Saúde, com o Ministério da Educação, precisa criar uma companha que conscientize os perigos do uso do celular e, por meio de rádio, televisão e mídia social, possa alertar os perigos de uma criança ter livre acesso ao celular sem supervisão. Essas propagandas visam explicar formas educativas de se manter conectado e mostrar outros hábitos no uso da tecnologia, como ler um livro ou aprender um novo idioma, a fim de garantir uma infância saudável, que ainda saiba brincar reciprocamente sem o uso de celular.