Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?
Enviada em 27/05/2025
A série “Control Z”, disponível na plataforma Netflix, retrata o cotidiano de uma escola aparentemente comum que é abalada pela divulgação de segredos íntimos dos alunos por meio de uma conta anônima nas redes sociais. Esse enredo evidencia como o uso irresponsável da tecnologia pode desencadear consequências graves, como danos à autoestima, violência e até suicídio. Nesse contexto, torna-se evidente que o avanço tecnológico, apesar de suas contribuições, pode atuar como um fator rival na deterioração da saúde mental, especialmente quando associado à alienação social.
É indubitável que a alienação social, compreendida como o distanciamento dos indivíduos em relação à coletividade e aos vínculos afetivos reais, é uma das principais consequências do uso excessivo e inadequado da tecnologia. Nas redes sociais, muitos jovens, em busca de aceitação e pertencimento, acabam se expondo a padrões inalcançáveis, comparações constantes e validação virtual, o que intensifica sentimentos de inadequação e solidão. Além disso, a substituição das interações presenciais por relações superficiais e mediadas por telas enfraquece a empatia e o senso de comunidade, tornando os indivíduos mais vulneráveis a problemas como depressão, ansiedade e isolamento.
Diante desse cenário, a taxa de suicídio e os problemas de saúde mental têm crescido significativamente, especialmente entre os jovens. A pressão por aceitação nas redes sociais, somada à exposição e ao cyberbullying, contribui para quadros de ansiedade, depressão e isolamento. A ausência de apoio adequado por parte da família e da escola agrava esse quadro, mostrando a urgência de discutir o uso consciente da tecnologia e seus impactos emocionais.