Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?
Enviada em 14/07/2025
“A Essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. Essa frase, da filóso-fa Hannah Arendt, aponta para a importância de os direitos serem mantidos na so-ciedade. No entanto, no que concerne à questão dos impactos emocionais e sociais gerados pela tecnologia, verifica-se uma lacuna na manutenção dos direitos huma-nos, configurando um grave problema . Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grande obstáculo, em virtude da falta de debate e a insuficiên-cia de leis.
A princípio, a falta de debate caracteriza-se como um complexo dificultador. Nes-se contexto, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a lingua-gem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um entrave como o das alterações emocionais negativa causada pelas tecnologias seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. Sob esta lógica, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão que ainda é muito silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente, aumentaria a chance de atuação nele.
Além disso, cabe ressaltar que a insuficiência de leis é um forte empecilho para a resolução desse impasse. Maquiavel defendeu que “ Mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes”. A perspectiva do filósofo, aponta para uma falha muito comum das sociedades: acreditar que a criação da lei em si pode resol-ver transtornos complexos, como a questão da influência das tecnologias na saúde mental. Assim, o que se verifica é uma insuficiência da legislação, se esta não vier atrelada a políticas públicas que ajam na base cultural do impasse, dificultando sua resolução.
É necessário, portanto, que ações sejam desenvolvidas para a promoção do uso abusivo de tecnologias. Como solução, é preciso que o Senado Federal, em parceria com mídias de grande acesso, divulgue mais intensamente os canais on-line de consulta pública. Tais divulgações podem ocorrer por meio da criação de propa-gandas e vídeos a serem circuladas nas redes sociais, a fim de que a população se conscientize sobre a possibilidade de emitir opiniões ao poder público acerca da tecnologia e como afeta a saúde mental. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.