Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira

Enviada em 20/10/2025

As primeiras duas décadas do século XXI, no Brasil foi marcado por consideráveis avanços científicos, dentre os quais se destaca a tecnologia de informação e comunicação (TICs). Nesse sentido, tal panorama promovem a ampliação do acesso as noticias, por intermédia das redes sociais. Em contrapartida, nota-se que essa realidade impôs novos desafios que impactam diretamente nossa democracia. Desse modo, torna-se premente analisar os principais desafios dessa problemática. Como o uso da tecnologia para modular a vertente política do indivíduo, que consequentemente leva a fragilidade da democracia.

Diante desse cenário, é lícito postular que a tecnologia tornou-se um hábito brasileiro, o qual é responsável por modular a cosmovisão antropológica pessoal e influenciar os processos de decisão humana. Nesse raciocínio, o acesso de um indivíduo a internet no dia a dia e seu consumo exerce forte poder sobre tal, estimulando ou suprimindo sentimentos como empatia, medo e insegurança. Evidenciando o supracitado, há o livro “Rápido e devagar: duas formas de pensar” do especialista comportamental Kahneman, no qual esse expões e compara, por meio de décadas de experimentos socioculturais, a incisiva influência dos meios de comunicação no julgamento humano. Torna-se claro, por dedução lógica o impacto negativo da tecnologia na democracia brasileira.

Ademais, é preciso compreender tal fenômeno torna-se um atentado às instituições democráticas. Isso porque a perspectiva de mundo dos indivíduos coordena suas escolhas em eleições e plebiscitos públicos. Dessa maneira, o povo tende a agir segundo o conceito de menoridade, do filósofo iluminista Immanuel Kant, no qual as decisões são tomadas peço intelecto e influência de outro.

Evidencia–se, portanto, os impactos tecnológicos a democracia brasileira é um desafio e precisa ser combatido. Para isso, as instituições escolares, responsáveis por estimular o pensamento crítico na população, devem buscar fortalecer a capacidade de julgamento e posicionamento racional nos jovens. Isso pode ser feito por meio de palestras, aulas e distribuição de materiais didáticos sobre filosofia crítica e sociologia, visando aprimorar o raciocínio autônomo livre de influências. A fim de minimizar os impactos na democracia brasileira.