Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira
Enviada em 18/05/2018
Democracia. Teve sua origem em Atenas e, em seus primórdios, se praticava por meio de assembleias em praças das cidades. Hodiernamente, na era da informação, os instrumentos para alcançá-la mudaram: a internet e outros aparatos tecnológicos estão atuando cada dia mais como instrumento de comunicação entre o povo e o Estado. Sob essa ótica, faz-se necessário analisar os efeitos dessa temática na atual conjuntura política brasileira.
Em 1996, a tecnologia alcançou o sistema eleitoral brasileiro. As urnas eletrônicas de votação tomaram o lugar das cédulas de papel, eliminando a necessidade de intervenção humana na contagem dos votos e atuando de maneira ágil na apuração dos resultados. Além disso, o teclado da máquina apresenta os números em sistema braile, garantindo a acessibilidade necessária ao deficiente visual para que este exerça seu direito nas decisões políticas de seu país.
Dessa forma, evidencia -se o papel revolucionário da tecnologia na democracia brasileira, tendo em vista que o processo eleitoral tornou-se mais seguro e menos susceptível a fraudes, além de ter facilitado as eleições para minorias e para a população que vive em locais de difícil acesso, como as aldeias indígenas que recebem a urna nos períodos das eleições, transmitindo os dados via satélite.
Ademais, pode-se afirmar que, desde a Revolução Francesa, protestos populares têm modificado a história política de nações. Nesse ínterim, a internet tem possibilitado aos cidadãos novas formas de participação com o mesmo fim: é possível criar petições, abaixo-assinados, promover ações em favor de uma causa e mobilizar indivíduos para atos e protestos através das redes sociais, alcançando um grande número de pessoas em poucas horas. Dessa maneira, os mesmo efeitos de uma passeata nas ruas podem ser manifestados através de uma tela de computador.
Torna-se claro, portanto, o caráter positivo da tecnologia no processo de aprimoramento do sistema democrático brasileiro. Assim, cabe ao Estado, em parceria com universidades, investir em pesquisas que visem aperfeiçoar o sistema de urnas, precavendo falhas técnicas e aprimorando a transparência do processo, a fim de que os cidadãos, tendo maior controle sobre o processo que define seus representantes e gerenciadores de seu país, possam aplicar sua soberania popular. Por fim, ao Ministério da Educação cabe os investimentos em educação política, com a adição da matéria como obrigatória nas matrizes curriculares do ensino fundamental ao superior. Como resultado, é propiciado às crianças e jovens o exercício de se pensar na coletividade, e leva-os a ponderar criticamente seus papéis de cidadãos e o impacto de suas ações na sociedade.