Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira
Enviada em 08/06/2018
O código de Hamurabi foi um passo crucial para a democracia, pois uma vez escritos, os direitos do povo foram solidificados. Hoje, uma nova evolução contribui, em parte, para o cenário democrático: a tecnologia. Porém, a desigualdade de acesso à mesma, junto com o mau uso, pode mascarar o potencial benéfico dessa ferramenta.
A priori, segundo a Internet.org, mais de 70 milhões de brasileiros estão desconectados. Logo, há no Brasil, um panorama de exclusão digital aguda. E, como a igualdade de poder de voz é inerente ao governo democrático, a tecnologia ainda não é uma das mais igualitárias ferramentas uma vez que nem todos tem acesso.
A posteriori, más intenções assolam a rede. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, há perfis falsos e automáticos, os Bots, beneficiando pré-candidatos à presidência nas pesquisas, por exemplo. Outrossim, as Fakes News, ou seja, notícias falsas, estão cada vez mais presentes no cenário cibernético, contribuindo para influenciar a massa de forma ilegal.
Por outro lado, a soma do bom uso com a consciência coletiva pode equacionar em benefícios e democracia. Há nos recursos tecnológicos recentes maneiras de saber o histórico de candidatos, como por exemplo, prestações de contas. Tais programas, como os desenvolvidos na UFMG, permitem que os eleitores pesquisem e estejam informados, contribuindo assim, para a democracia.
Nota-se, pois, que ainda é preciso trabalhar na conduta democrática nas tecnologias. O governo deve investir em projetos de auxílio à áreas vandalizadas, disponibilizando, por exemplo, locais de pesquisa com acesso à computadores gratuitamente em lugares periféricos. Depois, a Polícia Federal deve desenvolver, em conjunto com programadores contratados pelos governantes, uma central online voltado para denúncias do crime online, facilitando assim, punir os infratores.