Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira

Enviada em 28/10/2018

Consoante à música, Namoro Démodé, dos cantores Maria Cecília e Rodolfo: “O mundo de cabeça baixa olhando o celular”. Esse é, infelizmente, o hodierno cenário da tecnologia na democracia brasileira: um grande passo desenvolvimentista que se tornou um mal, em detrimento da alienação da sociedade pelo mundo digital, além do uso inapropriado dessa ferramenta. Sendo assim, convém ressaltar os principais pilares dessa chaga social.

Vale ressaltar, a princípio, que preocupações associadas ao uso desenfreado da tecnologia não apenas existem, como vêm crescendo diariamente. Sob o mesmo ponto de vista, é de grande relevância citar que essa ferramenta promoveu um grande desenvolvimento em todas as esferas sociais com a forma rápida, eficiente e prática de resolver situações enfrentadas diariamente. Entretanto, tal instrumento trouxe consigo o seu uso hiperbólico; essa alienação contribuiu para aproximar quem se encontra distante e afastar quem está perto, tais feitos prejudicam nas relações sociais e criam pessoas totalmente dependente dos recursos tecnológicos e, consequentemente, favorecem na formação de um problema social com dimensões cada vez maiores.

Faz mister, ainda, salientar o mau uso da tecnologia como impulsionador da problemática. De forma análoga, por mais que o mundo digital forneça recursos vantajosos como a cultura do conhecimento, geração de oportunidades e amplo meio de obtenção de informação, se não houver disciplina corrobora em malefícios à saúde. Elucidando isso, vale citar uma matéria publicada pelo Jornal Época, em novembro de 2017, em que foi relatado que o uso abusivo da internet acaba se tornando vício e ocasionando uma maior propensão a desenvolver depressão, ansiedade, insônia e impulsividade e, com isso, acarretando na acentuação do problema exposto.

Destarte, medidas devem tornar efetivas com o intuito de desconfigurar paradigmas existentes na contemporaneidade, como os da canção da dupla Maria Cecília e Rodolfo. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com o Governo Federal, deve financiar projetos educacionais nas escolas, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre professores e alunos alertando sobre como excesso à tecnologia pode prejudicar às relações interpessoais, a fim de atenuar essa prática. Aliado a isso, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com o Governo, fortifique investimentos em palestras e campanhas, ministradas por médicos e psicólogos, relatando os malefícios do mundo digital à saúde, quando não remediado. Somente assim, com medidas gradativas, haverá um corpo social desprendido de vícios e mais saudável.