Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira

Enviada em 29/10/2019

Com a terceira revolução industrial e o surgimento das redes sociais, a fiscalização das ações dos orgãos públicos, por parte da população e  repórteres, ficou mais fácil. Pois, as redes sociais e a ampliação do acesso à internet, permitem que as ações dos representantes eleitos sejam fiscalizadas pelo povo, e até mesmo questionadas  através de plataformas como Twitter e Facebook, nos perfis pessoais destes. Tal possibilidade incomoda, principalmente, quando são repórteres fazendo perguntas críticas ao político em seu respectivo perfil.

O caso de Vera Magalhães, repórter da Jovem Pan, que foi bloqueada  ao questionar o presidente Jair Bolsonaro sobre seus gastos, no cartão corporativo, é um dos muitos casos de representantes eleitos “blindando-se” contra questionamentos em suas redes sociais. Para que o pleno exercício da democracia seja exercido, é necessário que situações como esta não possam ocorrer.  Portanto, é explícita a necessidade de que, no Brasil, pessoas que ocupam cargos públicos não possam bloquear pessoas em suas redes sociais, assim como esta sendo discutido no parlamento europeu.

Deste modo, o povo poderá questionar a qualquer hora do dia seus representantes, sem possibilidade de serem calados e impossibilitados de falarem novamente por um bloqueio. Nesse sentido, será garantido o impacto positivo da tecnologia na democracia brasileira, que é a proximidade do povo com ocupantes de cargos públicos, que as redes sociais proporcionam.

Vista a necessidade de regular as redes sociais dos políticos, visando a preservação do direito ao questionamento, é necessário que a Câmara do Deputados redija e aprove um projeto de lei, que regule as redes sociais dos políticos do executivo e legislativo, impedindo-os de bloquear ou silenciar. Tal projeto, visa a preservação da liberdade de repórteres e cidadãos na internet , para que casos como o de Vera Magalhães não se repitam, preservando assim o impacto positivo da tecnologia.