Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira
Enviada em 07/08/2020
No período da República Velha, coronéis e fazendeiros obrigavam seus trabalhadores a realizarem o voto de cabresto, ou seja, votar no mesmo candidato de seu superior sem questionar. Contudo, modernamente, a Globalização aliado à Indústria 4.0, facilita, para os cidadãos brasileiros, o acesso à informação e a interação na esfera política, em prol do exercício da democracia.
A priori, na Grécia Antiga, as ágoras tinham função de expor variadas opiniões sobre os assuntos da pólis. Haja vista que, com o espaço aberto ao público, as interações circulavam entre o povo. De maneira análoga, as redes sociais de partidos ou candidatos políticos são facilmente acessadas para 70% da população que está conectada à internet, de acordo com “G1”, em 2020. Devido a isso, há a possibilidade de cada ser humano, posicionar-se, além de obter pensamento crítico com as ágoras virtuais.
Outrossim, o aplicativo “Politize” informa, imperativamente, aspectos políticos sobre a definição de alguns termos, como exemplo, o que é ser de esquerda ou de direita. A partir disso, com a elaboração de gráficos e textos curtos há o aumento na área informacional e, consequentemente, abre novas formas, até então, silenciadas, para usufruir a democracia. Visto isso, o filme “A onda” retrata jovens, convidados por seu professor, a participarem de uma determinada ideologia, a fim de adentrarem-se na política de seu país nativo e tornarem-se seres ativos ao longo da vida.
Em suma, portanto, medidas devem ser tomadas para a melhoria dos impasses. Para isso, o Poder Judiciário, em parceria com reitores educacionais de cursos de Direito, deve incorporar, em palestras e feiras estudantis, a comparação da política brasileira no início da República aos dias atuais - com o uso da tecnologia -, de forma menos “juridiquês” para englobar grande parcela da Nação, para, assim, contribuírem com uma sociedade mais participativa e harmoniosa.