Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira

Enviada em 03/09/2020

Durante as eleições de 2018, a campanha eleitoral do então candidato Jair Bolsonaro era mais voltada para as redes sociais, para promoção de maior proximidade com o eleitorado. Logo, nota-se que as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) mudaram a forma de atuação no campo político, com pontos positivos e negativos para a democracia.

Nessa lógica, é relevante destacar a participação ativa, potencializada pela tecnologia. Assim, o ideal grego de ação direta é proporcionada por redes sociais, em que o cidadão opina com sua própria voz. Difere, então, da atual democracia indireta. Tal modelo operante é cada vez menos reconhecido pela população, devido a descrença nos politiqueiros - os quais deveriam representar os cidadãos. Situação essa embasada pela eleição do atual presidente brasileiro, o qual afirmava não pertencer a classe política - conquistando o eleitorado.

No entanto, essa ampliação de possibilidades cria interferências na legitimidade do processo democrático. Dado que as corporações podem se aproveitar das mídias sociais para manipular o usuário. Conforme ocorrido pela empresa “Cambrige Analytica”, a qual usou principalmente do Facebook para massificar o comportamento dos internautas. Mecanismo utilizado durante a eleição norte-americana de 2016, na qual Donald Trump contratou a empresa para ludibriar o eleitorado - segundo o jornal “The New York Times”.

Nesse contexto, fica evidente que os TICs oferecem benefícios e riscos a sociedade, sendo assim, ações voltadas a inibirem os riscos são imperiosas. Portanto, o Ministério da Defesa deve fiscalizar as condutas das empresas de redes sociais, como Facebook, a fim de reduzir os impactos negativos do uso da internet - como notícias falsas. Por intermédio da Polícia Federal, a partir de novos cargos voltados a agentes fiscalizadores da postura danosa no mundo cibernético.