Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira
Enviada em 27/06/2017
Sorria, você está sendo vigiado! Facebook, YouTube, Google, e-mail: o que eles têm em comum? Todos reconhecem a predileção do usuário levando ao consumismo, ao conforto psicológico e a falta de acesso a novos parâmetros e informações, e para a sociedade brasileira, certamente, um desafio.
Quando uma empresa utiliza das informações pessoais contidas nas redes para identificar o perfil de um possível cliente e o alicia convencendo por meio de propagandas que precisa de tal serviço ou mercadoria, é uma atitude questionável no âmbito moral, porém o usuário da permissão para tal quando aceita os termos do contrato, em sua maioria, sem ler. Com essa prática, exploram-se diversos nichos de mercado. Apesar de movimentar a economia do país, leva a sociedade a um estado de consumismo.
O conforto psicológico é quando tudo que se vê na rede condiz com o que o usuário acredita, dando a falsa sensação de uniformidade. Por conta disso, a democracia sofre, em virtude de que as minorias não são representadas e sendo, por vezes, violentadas verbalmente nas redes sociais. Vale lembrar que lutas contra o machismo, racismo e homofobia ganharam espaço no debate político, pois adquiriram representatividade por esses meios.
Atualmente, casos sobre acesso restrito versus irrestrito a informações são muito polêmicos. O Brasil ganhou repercussão mundial quando o jornalista australiano e o ex-analista da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, Julian Assange e Edward Snowden, divulgaram no Wiki leaks indícios de participação do governo americano no golpe constitucional contra a presidenta Dilma Rousseff e empresas energéticas, o que denota a fragilidade da democracia brasileira frente à tecnologia.
Dessa maneira, a educação básica nas escolas sobre termos jurídicos para que a sociedade não seja iludida ao aceitar contratos nas redes, além de educação financeira com o objetivo de reduzir o risco de consumismo. Para a falta de privacidade, a criptografia ainda é a solução mais prudente, com a obrigação de que todos respeitem e autentique os dados dos usuários, sob risco de sanções caso não cumpra. Quanto as questões orçamentárias a fim de fiscalizar gastos com o objetivo de vigiar quem governa o país, o domínio público dessas informações deve ser obrigatório. Assim sendo, a tecnologia faz parte do cotidiano brasileiro, ainda que a nação necessite de meios para a proteção dados e fiscalização do uso deles.