Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira
Enviada em 10/07/2017
A tecnologia vem, ao longo das últimas décadas, conquistando cada vez mais seu espaço em participações e decisões populares na democracia. Neste sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o amplo e facilitado acesso, por meio dos cidadãos, à rede mundial de computadores e o aumento da exposição das imperfeições do governo. Por isso cabe a Sociedade e Mídia trabalharem juntas para garantir o uso adequado de ferramentas apropriadas para a devida aplicação da democracia.
O acesso à internet disponibiliza aos cidadãos alguns privilégios, como o contato à centenas de pessoas simultaneamente, o que facilita o debate e a exposição de opiniões, chamada de Ciberdemocracia, uma analogia moderna à Ágora -praça pública na qual os cidadãos da pólis participavam ativamente da democracia regional-. Além disso, a internet facilita exponencialmente o contato às informações, o que torna cada vez mais viável a pesquisa e a formação do cidadão no quesito crítico e democrático.
Tal contato às informações torna o cidadão ciente das atividades governamentais, principalmente falhas em sua estrutura e mandatos, instigando-o ainda mais a se tornar um membro ativo de revoluções sociais visando o bem estar social. Além disso, o contato à centenas de pessoas, junto a um senso crítico construído pesquisando e coletando informações gera, uma forma ampla de democracia, diferente dos sistemas políticos vivenciados nas últimas décadas no Brasil, onde apenas aritocratas e golpistas tiveram o direito de escolher o futuro de milhões de pessoas.
Portanto, cabe a Mídia e Sociedade se unirem para garantir o uso adequado da internet e ferramentas presentes na mesma para estimular ainda mais o uso da democracia por todos. Neste âmbito a Mídia teria o papel propagador, divulgando e ensinando, de forma simples e rápida, como cada cidadão deveria se portar perante aos seus direitos e deveres constitucionais. Já a sociedade, como um papel mais amplo, teria a função de fazer democracia, instigando jovens e adultos a se interessarem pelo estudo político e se aprofundarem cada vez mais em sessões e debates parlamentares. Afinal, a democracia não se faz por poucos e com poucos, mas sim, a democracia se faz por todos e com todos.