Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira
Enviada em 19/07/2017
A partir da segunda metade do século XX, com a terceira Revolução Industrial, aconteceu a terceira e última metamorfose do sistema representativo, a chamada democracia de audiência ou de auditório. Nessa última metamorfose da democracia, as tecnologias ocupam um espaço de bastante relevância, uma vez que os governantes usam os meios de comunicação para se relacionarem, de alguma forma, com os seus representados e vice-versa. A tecnologia de informação facilita não só isso, mas também abre espaço para formas diferenciadas de participação política. A pesar disso, nem sempre tal tecnologia traz resultados esperados, e a participação política, por exemplo, sobre um determinado assunto sem o conhecimento de causa sobre ele não será construtiva.
Antes da Constituição Federal de 1988, não existia realmente democracia, por mais que ela estivesse nas leis desde a Constituição de 1824, pois a grande maioria não tinha o acesso à crença que ela podia participar na composição dos acordos sociais. Todavia, depois da Constituição Federal de 1988, a democracia se tornou uma crença da população no sentido de participação. Isso aconteceu principalmente pelo fato do grande desenvolvimento das tecnologias de informação, como a televisão, a internet, advindos pelo meio técnico-científico informacional.
Hoje, uma grande parte da sociedade democrática está engajada nas tecnologias de comunicação e informação. Isso é ciberdemocracia. As tecnologias de informação abrem margem para maneiras diferenciadas de participação política por parte da população, como o debate virtual de matérias que estão sendo processadas no poder legislativo, porquanto são instrumentos e sistemas de informação desenvolvidos para facilitar a vida do cidadão em diversos aspectos. A pesar de tais benefícios, a tecnologia de comunicação e informação nem sempre é um meio eficaz em obter resultados esperados na relação dos cidadãos com o Estado, pois o conteúdo apresentado por esse meio nem sempre é tratado com mérito. além disso sozinha não faz com que a participação dos cidadãos seja construtiva, pois isto dependerá de participação e de conhecimento de causa sobre o assunto em que eles pretendem participar, e não apenas expor as suas emoções nos meios de comunicação.
Portanto, o Governo Federal pode mandar criar sistemas de informação especializados em facilitar a relação política central, a fim de que os indivíduos possam participar, no âmbito do mundo virtual, de maneira organizada e com maiores possibilidades de retorno e resultados. O Estado também pode elaborar uma política pública para fazer com que os cidadãos do país compreendam que a participação política necessita está combinada com o conhecimento de causa sobre o assunto. Isso pode ser feito por meio de seminários e palestras sobre a matéria.