Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira

Enviada em 25/07/2017

Em, o país foi tomado por uma série de protestos visto a insatisfação popular e exigência de melhorias frente a gestão estatal. Entretanto, o que diferenciou esse movimento dos demais ocorridos até então em nossa história foi o uso em larga escala da internet como forma de coalização e organização dos atos. Desse modo, é inegável a influencia atual da tecnologia em nossa democracia. Contudo, o Brasil enfrenta entraves socio-estruturais nesse aspecto que precisam ser repensados.

Primeiramente, é preciso destacar os desvios de conduta impulsionados por essa vertente. Nesse sentido, criminosos , por vezes, usufruem da tecnologia tal qual ferramenta para aplicar golpes e promover extorsões. Dessa maneira, esses hackers não só invadem o espaço pessoal da vítima-como na obtenção de senhas de banco e email-, mas também se protegem dentro do anonimato desse meio eletrônico, ainda novo, para a fiscalização judicial. O resultado, em muitos casos, são pessoas sofrendo retaliações sem poder chegar aos culpados, prejudicando o bem estar social postulado por nosso modelo democrático.

Além disso, deve-se ressaltar a dinamicidade do meio virtual. Nessa perspectiva, a propagação de uma ideia pode ser algo instantâneo e alcançar um enorme público alvo, visto a utilização de aparatos como o “Facebook” e “YouTube”. Embora aja, de fato, um potencial enorme para um uso benéfico para a sociedade, tais quais denúncias de injustiças sociais e estimulo a empatia, muitos grupos optam por um uso totalmente oposto. Dessa forma, esses indivíduos, por vezes, usam essas plataformas para expandir discursos de ódio e discriminar minorias. Assim, tanto é criado o poder de influenciar outras pessoas a terem o mesmo pensamento errôneo, quanto a perpetuação de preconceitos incompatíveis com o respeito e tolerância instituídos em nossa constituição.

A nação, portanto, tem um quadro crítico que precisa ser revertido. Logo, é essencial a atuação da Polícia Federal junto ao pode Judiciário. Desse modo, com a criação de forças-tarefa que visem melhor fiscalizar e averiguar crimes praticados dentro do meio digital e propiciados pelo uso de tecnologia, a fim de rastrear os culpados e leva-los a julgamento. Também é necessária a ação do Ministério da Educação junto a redes sociais, como “Facebook” e “Twitter”. Dessa forma, com a veiculação de campanhas em vídeo que objetivem ratificar a importância do respeito a grupos minoritários e desconstruir preconceitos, além de incentivar a denúncia de páginas destinadas a promoção de discursos de ódio, no intuito de diminuir a influência do pensamento intolerante. Talvez, assim, a tecnologia possa ser complemento, em sua totalidade, ao ideal democrático.