Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira

Enviada em 30/08/2017

É inegável que desde meados do século XX, com o advento da terceira revolução industrial, o acesso à tecnologia tem se tornado comum no Brasil e influenciando positivamento em muitos aspectos. Entretanto, a sua livre ascensão e praticidade tem propiciado diversos infortúnios - sendo problemas crescentes, retrógrados e inercias a serem combatidos.

Decerto, a inovação tecnológica tem ascendido velocidade, praticidade e conforto como nunca auferido antes. À vista disso, não obstante, aludida questão concebe na modernidade a “lógica industrial da novidade”, por sua vez, suscitando infortúnios que atualmente manifesta-se enraizado entre muitos, percebe-se isso no incessante consumo de eletrônicos, e sua aquisição como denotador de satisfação pessoal. Destarte, tal revés posiciona o Brasil como o 2° maior consumidor de eletrônicos e corrobora o pensamento aristotélico ao dizer que o ser humano é um animal social.

Outrossim, a ausência de mecanismos no controle informacional se observa assíduo entre diversos grupos sociais. Nesse sentido, a generalização do uso de recursos pouco úteis entre muitos, tem propiciado a livre propagação do bullyng e o discurso de ódio em meio a esfera social. Tal questão é evidenciada na utilização de aplicativos, como o abolido Secret e o atual Sarahah - ferramentas essas que, conforme o Jornal The New York Times, considera-se como artefatos motivadores à difamação e desordem.

Fica claro, portanto, que embora a tecnologia tenha diversos aspectos relevantes, a sua regulação torna-se necessária. Isto posto, é mister o Senado discutir diretrizes como a verificação da utilidade de cada novo aplicativo desenvolvido, analisando seus possíveis problemas em meio a sociedade. Concomitantemente, torna-se crucial o Ministério da Educação instituir palestras nas escolas e debates sobre os cuidados a se ter em meio ao mundo virtual, bem como a importância de se manter cônscio do estímulo à compra exagerada de aparelhos tecnológicos. Assim,  com tais reestruturações, teríamos uma ferramenta elementar de progressão social.