Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira
Enviada em 31/08/2017
Tecnologia como moldadora da democracia
A democracia no Brasil é recente, a ditadura civil-militar acabou em 1985, fazendo com que o novo regime seja passível de erros e acertos. Como disse Winston Churchill: “A democracia é a pior de todas as formas de governo, excetuando-se as demais”. Os representantes da população são eleitos e atuam de acordo com o desejo geral (ou, na teoria, deveriam), sendo assim uma democracia representativa. Com o maior numero de acesso à internet, as pessoas se mantém informadas do que está acontecendo e podem trocar informações muito mais rapidamente do que há dez anos. A tecnologia ajuda a fiscalizar e remodelar a democracia.
As redes sociais são espaços abertos, e que conseguiram reunir pessoas em prol de uma causa, ultrapassando os debates para além da tela e teclado: 31 milhões de brasileiros já saíram as ruas para defender algo que acreditavam. Um exemplo foi as manifestações de Julho de 2013, em que muitos foram lutar por seus direitos depois de fortíssimas imagens de repressão policial circularem pela internet, juntando com o descontentamento pelo aumento das passagens de ônibus e metro.
Um ponto negativo da tecnologia é a dificuldade, para os chamados analfabetos tecnológicos, é de se situarem na rede e não caírem em discursos rasos e cheios de ataques as oposições. Com maior exposição, alguns conseguem disseminar falsas acusações e não serem prejudicados com isso, um indício da era atual da “pós-verdade”.
Mesmo com o distanciamento dos representantes à população, isso está mudando, as facções politicas viram que maior diálogo deve ser dado as minorias e aos seus eleitores, por conta do momento de polarizações e instabilidade que passa o país. E isso foi um bom sinal, sinal que a democracia muda em torno dos anseios do povo, que usa das novas ferramentas para se expressar e fiscalizar seus eleitos.