Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira
Enviada em 21/09/2017
Após a Guerra Fria e a consumação da economia de mercado, o sentido das tecnologias tomou feição ampla e cotidiana, com influência não só nas relações sociais, como também na organização política. Com efeito, o modelo governamental, democracia, vigente no Brasil, o qual teve gênese na Grécia Antiga, sofre interferências e somas, à medida que se estabelece uma sociedade digitalizada. Por certo, cabe analisar o quanto tais transformações agregam no exercício da cidadania, haja vista os efeitos que possui para o desenvolvimento social.
Em primeira instância, cita-se o conceito de ciberdemocracia, que propõe, por analogia, a utilização da internet como a ágora do século XXI, desenvolvendo, na plataforma digital, exposições relativas à gestão governamental. Nesse paradigma, verifica-se o surgimento de comunidades que gerenciam e promovem o ativismo, as quais detém um suporte online com público adesivo notório, bem como sites que propõe ofertar transparência e informações acerca das ações políticas.
Não se pode negar que, a associação da internet com participação democrática é uma concepção proveitosa, no viés de ampliar debates enfáticos ao meio social e, ainda delegar ao indivíduo a possibilidade de atuar ativamente no processo de decisão dos governantes, contendo eventos de manipulação. No entanto, entendendo tópicos da sociedade contemporânea, estudada por Bauman, que a delineou instável e detentora de relações líquidas, observa-se a corroboração para surgimento de empecilhos à concretização da democracia conectada. Sobre tal denúncia, indica-se a difusão de informações falsas, ausência de solidariedade e posição individualista, bem como a carência de organização das manifestações, propiciando tornar o meio digital um espaço de dominação.
Em suma, vê-se o uso de tecnologia como expoente ferramenta democrática no século XXI, havendo a necessidade da execução de ações pontuais a fim de garantir que essa reverbere em impactos positivos. Ao encontro dessa meta, cabe ao Estado iniciar discussão e propostas sobre a ciberdemocracia, por intermédio de exposições online e midiática, visando que, com o envolvimento popular, possa criar uma tendência sadia de união do processo democrático à estrutura digital. Ademais, à população, através da atuação empresarial, escolar e familiar, compete estimular a educação virtual, com ensino amplo, ambicionando formar cidadão cientes de uma postura online adequada, a qual seja conforme à realização da ciberdemocracia.