Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira

Enviada em 11/10/2017

O desenvolvimento dos recursos tecnológicos possibilitou a ocorrência de diversos fluxos de pessoas, serviços e informações no mundo globalizado. Além de facilitar a integração entre os indivíduos, a internet é responsável por uma maciça circulação de ideias e opiniões. Tal fato fez com que seja possível elaborar estratégias para tomadas de decisões que envolvam a sociedade como um todo. Nesse sentido, analisar as vertentes que englobam essa temática é imprescindível.

Em primeira instância, é perceptível que o acesso fácil a informações de cunho político disponibilizadas pela internet exerce papel preponderante no incentivo à participação popular nas decisões nacionais, promovendo o aperfeiçoamento da democracia.Por exemplo, artigos de jornais, livros, teses, que eram escritos com máquinas de escrever, hoje são preparados num processador de texto, com correção automática.Com isso, os preceitos democráticos acabam sendo reafirmados pela soberania da vontade do povo.

É crucial destacar, ainda, que as tecnologias possibilitam a organização de movimentos sociais em prol da garantia de direitos básicos da sociedade civil, sendo, portanto, instrumentos valiosos para a democracia.Por exemplo, as redes sociais desempenharam um papel considerável nos recentes movimentos contra a ditadura nos países árabes. Entretanto, quando esse ativismo na internet causa a sensação de total cumprimento dos deveres cidadãos somente no espaço virtual, torna-se um problema.

Destarte, diretrizes que formulem mudanças são essenciais para assegurar o bom uso das tecnologias no âmbito democrático. Assim, as próprias corporações virtuais devem veicular informativos que explicitem os benefícios da conciliação cuidadosa do mundo cibernético com a democracia, estimulando-a. Concomitantemente, as escolas devem criar palestras e fóruns de debate a serem ministrados por professores, a fim de incentivar o senso crítico e a participação política dos alunos não apenas na internet, mas no cotidiano. Afinal, como disse o filósofo Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”.