Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira

Enviada em 07/10/2017

Democracia ou pseudodemocracia?

Ao analisar o tema referente a “ciberdemocracia” no Brasil, vê-se que ele é uma questão relativamente nova. Os meios de comunicação, principalmente a internet, têm influenciado significativamente no cenário político brasileiro, entretanto, tal contexto torna-se um problema quando o ativismo virtual na democracia passa a acontecer apenas nesse ambiente.

Historicamente, foi durante a 3ª fase da Revolução Industrial que as tecnologias da informação se desenvolveram. Tecnologias essas que, em virtude da facilidade de uso e acesso à informação, hoje exercem papel considerável no incentivo à participação popular na democracia brasileira.

De fato, o uso da internet como exercício da cidadania aumenta a participação popular, uma vez que essa facilita o acompanhamento de decisões públicas como, por exemplo, gastos de verbas públicas e projetos de lei que transitam pelo Senado. Nesse sentido, a “ciberdemocracia” contribui não só para a formação de um cidadão mais consciente de sua realidade, como também mais ativo nas decisões políticas nacionais.

Outrossim, no que tange ao ambiente social, as tecnologias da informação são um dos principais meios que possibilitam a organização de movimentos sociais em prol da garantia dos direitos básicos da sociedade civil, as manifestações em 2013 por conta do transporte público foram um claro exemplo de tal situação. No entanto, deve-se atentar que esse ativismo não deve ser praticado apenas em rede, mas no mundo real também.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Segundo Kant: “O ser humano é aquilo que a educação faz dele.” Dessa forma, o Ministério da Educação, junto com professores e psicólogos, poderia organizar palestras nas escolas para os alunos a fim de ressaltar a participação popular na democracia tanto no ambiente quanto no real. Em segundo plano, o Governo Estadual, como forma de ampliar o acesso à internet para a sociedade, poderia criar pontos de acessos gratuitos com o objetivo de democratizá-los. Por fim, o Governo Federal deve criar parcerias público-privadas com empresas de internet com o intuito de diminuir o seu preço e torná-lo mais acessível. Talvez assim possa-se sanar ou diminuir o problema.