Tecnologia e seu impacto na democracia brasileira

Enviada em 15/04/2018

Ágora do século XXI.

Com o acesso à tecnologia, crescido de forma exponencial no Brasil nos últimos anos, universalizou-se o acesso à informação. O mundo se tornou mais conectado e a população teve um poder de organização maior, através das redes sociais, para buscar seus interesses. E, como com grandes poderes vêm grandes interesses: começa-se a cobrar do Estado, bem como de empresas, comprometimento, saúde, educação e mobilidade urbana; e faz-se ouvir a voz do povo. A tecnologia acaba por trazer de volta a ágora grega: em que todos têm voz. Mas essa voz nem sempre é usada com boas intenções, haja vista as “Fake News”.

Esse poder do povo se torna determinante ao desenvolvimento social de um determinado lugar. Isso porque é fato: uma sociedade mais integrada debate melhor suas ideias, entra em consenso sobre seus interesses e traça metas para lograr. A maior demonstração de força democrática e tecnológico no Brasil se deu em 2013; o movimento #VemPraRua reuniu milhares por um propósito comum quando perceberam sua mobilidade urbana ameaçada,  e sua demanda foi atendida através de manifestações populares tanto na rua, como na internet.

No entanto, com nem tudo são flores, existe uma pequena parte da população que usa a tecnologia para disseminar notícias falsas, o que acaba por alienar determinado grupo e manipulá-lo de acordo com seus interesses. Isso se dá através do mau uso da tecnologia podendo ameaçar a soberania democrática de uma nação, a exemplo de outros países que já elegeram presidentes por conta de notícias falsas.

Logo, é inegável a influência da tecnologia na construção de opiniões e mediação de conflitos no Brasil. Contudo, ainda há mau uso dela, que deve ser combatido; mas tal combate é difícil pois pode ser visto como censura. Portanto, a melhor forma de tornar esse meio mais comprometido com a veracidade das notícias apresentadas é a conscientização de quem faz uso dele. Os admnistradores desses veículos de informação social devem fazer campanhas midiáticas de modo a informar, criar debate e contestações sobre o que é apresentado na rede. É necessário a dúvida e o cheque de informações por meio do leitor, do interlocutor. Essa dúvida geraria pesquisas, constataria fatos e creditaria apenas as notícias reais, descartando as “fakes”. A ágora só funciona quando todos os interessados no debate apresentam informações verídicas e geram desenvolvimento à população como um todo, não sendo privilegiados interesses de minorias.