Terceirização do trabalho no Brasil

Enviada em 25/04/2020

Com o início da Revolução Industrial, final do século XVIII, começaram a surgir as relações de trabalho que, em sua maioria, se caracterizavam pela exploração, pois os empregados se encontravam em péssimas situações e os patrões tinham apenas o melhor. Desde então, começou a busca por melhores condições trabalhistas e, posteriormente, diversos direitos foram alcançados. Porém, essas conquistas tornaram o trabalhador oneroso na visão do empresário.

Sendo assim, propostas para diminuição de custos se popularizaram entre os proprietários de empresas. A principal delas foi a terceirização do trabalho, que consiste em contratar uma empresa externa para fornecer trabalhadores para uma determinada função. Por um lado, esse projeto é vantajoso, pois o contratante do serviço não arcará com encargos trabalhistas,em contrapartida é danoso para o funcionário que perderá boa parte de seus benefícios e terá seu salário diminuído.

Diante do exposto, podemos inferir que a admissão de corporações externas só é favorável se o custo for menor. Nas instituições que fornecem o serviço a ser terceirizado, para que ocorra a diminuição das despesas, a qualidade de vida do trabalhador cai, pois passam a oferecer a ele apenas o mínimo que a lei permite, sem plano de saúde, por exemplo. Essa situação é um retrocesso na história, e como dizia o filósofo  espanhol George Santayana: “Quem não recorda o passado, está condenado a repeti-lo”.

Portanto, é de suma importância que o Ministério do Trabalho promova reuniões com os Sindicatos que são impactados pela terceirização, para que sejam elaboradas medidas que atendam aos interesses de todas as associações, pois assim não haverá favorecimento de um grupo em detrimento ao outro. Deste modo, não ocorrerá conflito entre os envolvidos e a relação entre empregado e patrão será menos frágil e mais estável.