Terceirização do trabalho no Brasil
Enviada em 12/10/2020
Com início da Revolução Industrial e a contratação em massa de trabalhadores, o empregado se viu obrigado a trabalhar em precárias condições, até que foi garantido certos direitos a eles. Atualmente, a terceirização do trabalho ganha espaço no Brasil, colocando em risco os direitos e as boas condições de trabalho já conquistadas pelos trabalhadores. Tal problemática leva ao aumento da precarização do trabalho e à perda da identidade cultural da empresa por parte dos funcionários.
A princípio, vale ressaltar que um funcionário terceirizado ganha menores salários e trabalha, em média, três horas a mais na semana. Dessa forma, já é possível observar uma diminuição na qualidade do trabalho. Além disso, esse funcionário corre o risco a todo instante de ser demitido, sendo esse fator, um dos indicadores mais importantes de que essa flexibilização prejudica o cumprimento das leis trabalhistas.
Outrossim, com a possibilidade de substituição de trabalhadores, a empresa perde o sentimento de pertencimento por parte dos empregados. Nesse contexto, é válido acentuar que, no modelo de produção Fordista durante a Revolução Industrial, a massificação dos operários e a falta de conhecimento e identificação com a empresa por parte dos mesmos, deixavam eles alienados. Dessa maneira, a massa de trabalhadores terceirizados em constante mudanças, se tornaram alheios a identidade cultural da empresa e passam pelo processo de alienação.
É inegável, portanto, necessidade de considerar até que ponto a terceirização do trabalho não afeta os direitos e a dignidade dos trabalhadores. Desse modo, cabe ao Governo, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, interferir na terceirização, por meio da atribuição de valores justos e fixos para o salários, bem como garantir aos empregados a manutenção de seus empregos por um tempo, a fim de garantir os devidos direitos a esses trabalhadores. Assim sendo, a qualidade do trabalho continuará aumentando.