Terceirização do trabalho no Brasil

Enviada em 14/11/2020

Terceirização, vem da ideia de terceiros, então, significa empregados externos a uma empresa fazendo um determinado trabalho. Essa nova construção permite ao sistema capitalista vantagens e desvantagens, dentre elas, pode-se citar a maior flexibilidade na produção, o que acelera o processo e diminui os custos, porém, ao observar a realidade brasileira, vê-se a falta de capacidade do país em sustentar a terceirização do trabalhador.

Como dito anteriormente, esse novo método de produzir tem pontos favoráveis, advindos do sistema Toyotista, o qual mudou completamente a realidade do trabalhador. Tal modelo industrial implementou nas grandes indústrias a ideia de divisão do trabalho, fracionando-o em várias etapas que poderiam espalhar-se para vários lugares, nisso incluindo o próprio trabalhador. E em consequência, o mundo capitalista atual é globalizado, interligado e flexível, o que incentivou diretamente na terceirização de inúmeros serviços por todo o mundo, inclusive no  Brasil, país que cresce na economia baseada em terceiros.

Entretanto, apesar do crescimento dessa área de trabalho, vale ressaltar que no Brasil essa realidade positiva está longe de acontecer. De modo que, o trabalhador que oferece esse tipo de serviço nem sempre é extremamente qualificado, especialmente no país onde apenas 21% da população tem formação no ensino superior, segundo dados do jornal o globo. Por esses e outros motivos, é fácil perceber que o país não terá qualidade de serviços nessa área, o que gera preocupações para o Governo Federal.

Sendo assim, fica clara a incapacidade do país em arcar com as inúmeras consequências que serão geradas por essa falta de competência. Por isso, cabe ao Governo Federal intervir, por meio de acordos com grandes empresas Brasileiras, como as Lojas Americanas, a Globo, entre outros… Para que esses possam gerar estágios, os quais sejam capazes de auxiliar o trabalhador nas suas  funções em futuras empresas, oferecendo acompanhamentos com especialistas capazes de treiná-los. Com isso, o Brasil poderá acompanhar os outros países na evolução do capitalismo, e oferecer às empresas e cidadãos empregados qualificados.