Terceirização do trabalho no Brasil
Enviada em 11/03/2021
A alienação é um prato que se come frio.
A industrialização aprimorou-se no mundo nos anos de 1750, quando o artesanato ficou de lado dando espaço à maquinofatura. Desde então, a economia se multiplica a cada século de modo diferente, passando ao longo dos anos pelos vários setores trabalhistas. Ela variou de agrícola para tecnológica, e hoje, depois de inúmeras modificações se encotra principalmente no setor terciário: o comércio.
O Brasil, asssim como vários países subdesenvolvidos, concentra uma parte de sua economia nos grandes centros. Em que, o lucro de diversos brasileiros é o comércio, tanto como proletáriado como dono de algum negócio. Uma das causas do acréscimo de tal setor é a baixa renda que assalariados recebem (variando de um a, no máximo, dois salários mínimos), que se comparado com o preço de máquinas agrícolas e muitos funcionários braçais da agricultura acaba por se tornar um valor baixo.
Contudo, as consequências da terceirização ultrapassam os benefícios. Por mais que movimente diariamente a economia no mundo -estabelecendo a base do capitalismo-, é só focar no psicológico de um indivíduo assalariado, que nota-se a sua alienação. Karl marx já dizia que a luta de classes nesse motor que a sociedade vive, tornaria-nos seres alienados, e acertou. Direcionando as mentes a seguirem rotinas para ter certa quantidade de capital no final do mês, a sociedade vive hoje numa bolha egocêntrica, pois o salário o final do mês gera a ideia de individualismo.
Nesse viés, o aumento da terceirização traz tanto a movimentação do capital quanto a alienação da sociedade. Um processo opositório, porque, por mais que a tecnologia avance e a economia mude, o ser humano se torna cada vez mais robotizado. Essa contradição começou a persistir na metade do século XVIII e continua. Logo se não mudarmos nosso princípio de humanindade e valores, a sociedade terá uma curva declinando na questão “viver com pscicológico saudável”.