Terceirização do trabalho no Brasil
Enviada em 22/05/2023
Thomas More, em sua obra “Utopia”, descreve uma sociedade perfeita, sem quaisquer mazelas sociais. Tal cenário, entretanto, encontra-se muito distante da realidade brasileira, já que esta apresenta diversos problemas, entre eles está a terceirização do trabalho no Brasil. Sendo assim, a precarização das condições de trabalho e a superficialidade das relações trabalhistas representam importantes consequências dessa problemática.
Sob esse viés analítico, é válido salientar que as condições apresentadas aos trabalhadores são precárias na terceirização . Segundo Arthur Schopenhauer, o homem toma as delimitações do próprio campo de visão como os limites do mundo. Essa situação pode ser observada na tentativa das empresas de reduzir custos, voltando os olhares para si mesmas, enquanto isso, os empregados terceirizados recebem salários baixos, cumprem jornadas longas de trabalho e se sentem inferirores aos seus colegas não-terceirizados, os quais possuem mais direitos. Dessa forma, é fundamental que os empresários tenham empatia e sejam justos para que todos possam ter circunstâncias apropiadas dentro das firmas.
Outrossim, é imperativo ressaltar que as relações trabalhistas terceirizadas são muito superficiais. De acordo com Zygmunt Bauman, as pessoas vivem atualmente em uma modernidade líquida, uma vez que as relações interpessoais são frágeis e fugazes. Esse contexto se deve ao individualismo promovido pela vida urbana e capitalista, e, isso é observado na terceirização, porque os empregados não possuem nenhuma relação direta com o lugar onde trabalham. Desse modo, é primordial que o relacionamento nas instituições seja mais humano, assim a convivência será mais harmônica e igualitária.
Portanto, medidas são necessárias para combater a forma como a terceirização do trabalho ocorre no país. Para tanto, cabe à Justiça do Trabalho - responsável pela regulamentação das relações trabalhistas - estabeleça normas mais justas na contratação de trabalhadores terceirizados. Isso acontecerá por meio de uma alteração na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a fim de promover a todos condições dignas e democráticas de emprego, afastando o Brasil da concepção de Bauman.