Tráfico de drogas e violência urbana
Enviada em 30/08/2019
Há milhares de anos, drogas e violência fazem parte da vida humana. Mas a correlação entre ambas fica evidente em meados do século passado, quando a ONU, juntamente com os países membros, proibiu e passou a combater seu comércio. Atualmente, o tráfico de entorpecentes lucra bilhões de dólares, aumentando o número de assassinatos, principalmente entre jovens pobres envolvidos com essa prática criminosa. Nesse contexto, é importante ressaltar que, com a especialização do crime organizado, as drogas chegam mais intensamente em todo o mundo, principalmente, nos grandes centros. No Brasil, a comercialização dessas substâncias encontram jovens pobres que se envolvem diretamente, tanto na venda como no consumo. Estatisticamente esses jovens estão mais propensos a serem mortos por gangues ou policiais em confrontos.
O próprio psicanalista e médico austríaco Sigmund Freud usava cocaína (lícita na época) diluída em água e muitas vezes receitada a seus pacientes para tratamento de “doenças da alma” e outros usos terapêuticos, mas isso era num período que não havia proibição do uso. Mas com passar dos anos, muitas drogas naturais começaram a ser sintetizadas em laboratórios, mais precisamente no início do século XX.
Existe uma teoria fundamental da Economia que diz que quanto maior a procura por uma mercadoria, maior é sua oferta. Isso quer dizer se mais pessoas querem consumir determinado produto mais pessoas passarão a produzi-lo. Entretanto, como são “mercadorias” ilícitas as quadrilhas de traficantes sempre tentarão aumentar sua fatia no mercado usando muitas vezes da violência.
Portanto, é mister que o Estado intensifique as ações que diminuam o comércio de entorpecentes, principalmente dificultando sua entrada no país ou sua produção. É necessário, também, que campanhas de alerta sejam realizadas nas mídias, escolas e faculdades. E, principalmente, diminuam a pobreza, dando oportunidades de condições e com educação de qualidade aos jovens mais vulneráveis.