Tráfico de drogas e violência urbana
Enviada em 06/09/2019
A Belle Époque, período de europeização do Brasil, causou a expulsão da população pobre dos centros, gerando a formação das primeira favelas. Nesse contesto, houve a ascensão de grupos criminosos, responsáveis pelo tráfico de drogas e crescente violência nas comunidades, que atuam até hoje e são de difícil enfrentamento. No cenário atual, a negligência do Estado com as periferias e a ineficiência das políticas de segurança pública são barreiras no combate ao crime organizado no país.
Em primeira análise, é preciso considerar a falta de atuação do Poder Público na gestão das favelas, em relação à disponibilidade de serviços, como responsável pelo crescimento do poder paralelo. Nesse viés, segundo o geógrafo Milton Santos, no processo de urbanização brasileira, as áreas periféricas foram vulnerabilizadas, sem criação de infraestrutura, escolas e atendimento médico para a população. Sendo assim, o tráfico de drogas foi uma alternativa diante da falta da ausência de recursos, através da concessão de dinheiro,remédios e até coleta de lixo, ampliou a confiança dos cidadãos e tornou seu enfrentamento mais difícil.
Além disso, a aplicação de métodos inviáveis nas políticas de segurança pública impede a eficiência das leis no país. Nessa perspectiva, de acordo com o pensador Gilberto Dimenstein, no Brasil, os cidadãos são detentores de vários direitos nas leis, porém, esses benefícios não são vistos no cotidiano prático da nação. Desse modo, a atuação violenta das polícias gera a desconfiança da população e fortalece o crime, tornando inviável o estabelecimento dos códigos de garantia de segurança e o fim do tráfico de drogas.
Portanto, mudanças são necessárias com o objetivo de reverter as conjunturas trazidas pela Belle Époque. Para isso, o estado deve promover o enfrentamento ao poder paralelo, composto pelo tráfico e pelas milícias, pois representam um perigo à população, por meio da mudança nas estratégias adotadas pela polícia e da disponibilidade de serviços para as periferias, tendo em vista que a falta de recursos fortalece o crime organizado, a fim de garantir segurança a todos os cidadãos brasileiros.