Tráfico de drogas e violência urbana
Enviada em 12/10/2019
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos possuem o direito à vida e ao bem-estar social. Entretanto, o cenário da violência urbana brasileira impossibilita que parcela da população desfrute desses direitos na prática. Nesse sentido, os desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Inicialmente, vale ressaltar as raízes da violência, ou seja, a violenta conquista da América do Sul pelos europeus, como a apropriação das terras indígenas e a escravidão. Segundo o filósofo Aristóteles, os desiguais devem ser tratados na medida de sua desigualdade. Sob tal ótica, após o fim do Brasil colônia os grupos sociais violentados e explorados não receberam nenhum auxílio governamental e consequentemente foram marginalizados, isso é, a violência divide a sociedade e acentua a desigualdade social.
Além disso, classes sociais baixas e minorias são as mais afetadas pela violência urbana, já que existe uma falha nos fatores preventivos à violência, por exemplo educação, moradia e emprego. Ou seja, o Estado ainda oprime esses grupos sociais por meio das operações antidrogas que ocorrem de forma repressivas nas favelas. Logo, a desigualdade social resulta no aumento do índice de tráfico de drogas que gera violência, e é necessário o combate dessas barbaridades.
Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para resolver esse impasse. Dessa forma, o Estado, sob uma perspectiva democrática, deve intensificar as ações afirmativas que reparam as questões históricas e o contraste social, por meio de mais vagas destinadas as cotas étnicas e econômica nas universidades e concursos. Ademais, cabe ao MEC (Ministério da Educação) criar cursos profissionalizantes nas periferias para integrar ex-presidiários no mercado de trabalho, a fim de reduzir o tráfico de drogas e assaltos e que também recebam novas oportunidades na vida. Assim, observada essas ações, o Brasil alcançará o verdadeiro Estado democrático de direito.