Tráfico de drogas e violência urbana

Enviada em 27/10/2019

A persistência da violência contra o sexo feminino parece ilógica, em um país com mais mulheres do que homens. Mas, essa é a realidade da sociedade brasileira. Nesse sentido, o machismo impregnado na sociedade perpetua a violência contra a mulher.

Primeiramente, o machismo é um problema social, cultural, educacional e psicológico. A falsa ideia de superioridade do homem em relação à mulher é difundida em várias culturas, como a europeia. A sociedade brasileira, fruto da colonização portuguesa, absorveu e perpetuou a cultura do machismo. Com os movimentos feministas, a partir da década de 1930, essa cultura passou a ser questionada e as mulheres conquistaram direitos, como os homens. No entanto, existem aqueles que não aceitam tais conquistas, pois enxergam na mulher um objeto.

Apesar das leis de proteção ao gênero feminino, como a Lei Maria da Penha e a recente Lei do Feminicídio, todos os anos milhares de mulheres são agredidas. Trata-se de agressão física, moral, sexual ou até psicológica. Nos últimos anos mais de 330 mil processos foram instaurados com base na Lei Maria da Penha. Sabe-se que a lei funciona e que os criminosos são punidos. Porém, os crimes continuam acontecendo.

Portanto, percebe-se que a violência contra a mulher é um problema criado pela sociedade. Sendo assim, é necessário desvendar os olhos da população, como no mito da caverna de Platão, para que cada cidadão enxergue a sua responsabilidade social. Paulo Freire, um dos maiores educadores do país, sabia que a educação dialógica é libertadora. Ademais, por meio do ensino e do diálogo tanto em casa quanto nas escolas, a população será desvendada e o machismo aniquilado. Outrossim, a mídia como veículo de informação, não deve propagar comerciais nos quais há a objetificação feminina. Nesse ponto, o Ministério da Cultura e da Comunicação deve exigir tal postura dela, visto que tais comerciais perpetuam a cultura do machismo.