Tráfico de drogas e violência urbana
Enviada em 30/10/2019
No filme, “Cidade de Deus”, é retratado o cotidiano de adolescentes que vivem em uma das áreas periféricas mais perigosas do Rio de Janeiro. Eles convivem diariamente, com situações de consumo de substâncias ilícitas e homicídios. De maneira análoga, no contexto atual, o tráfico de drogas e a consequente violência urbana são impasses para o desenvolvimento da nação. Logo, a amenização desse imbróglio advém da desconstrução da banalidade do problema e da desconstrução da naturalização do consumo.
De acordo com o conceito de “banalidade do mal” da filosofa contemporânea Johanna Arendt, a hostilidade é presente nas relações humanas e por isso acaba sendo banalizada. Ocorre que como dito por Arendt, a violência relacionada ao tráfico é passada despercebida -principalmente nas áreas periféricas- pelas autoridades governamentais, que deveriam fornecer recursos e a vigilância necessária. Desse modo, enquanto houver a negligência governamental, os indivíduos serão obrigados a conviver com um dos maiores problemas do século XXI: A violência.
Outrossim, a naturalização do consumo é um dos entraves que atenua a situação. Sob esse viés, o festival de Woodstock -ocorrido em meados da década de 60- exemplifica esse processo, visto que, adolescentes com o intuito de desconstruir o tradicionalismo presente na época, consumiam bebidas e drogas livremente. Ocorre que a romantização de elementos proibidos ainda acontece nos dias de hoje, corroborando com o aumento do consumo -principalmente entre os jovens- e do tráfico.
Para que o tráfico de drogas e a violência sejam erradicados, cabe, portanto, ao Ministério da cultura -com veemência- atuar em parceria com a mídia na sensibilização da população, por meio de campanhas publicitárias e produções culturais, de modo que seja problematizada a hostilidade e o consumo ilegal. Espera-se que com isso, a população se atente no tocante a questão dessa triste realidade e da urgência de modifica-la. Só assim, casos de violência permanecerão apenas na ficção,