Tráfico de drogas e violência urbana

Enviada em 23/10/2020

Na série norte-americana ‘‘Riverdale’’, da produtora Warner Brothers, um grupo de jovens enfrenta um surto repentino de contrabando ilegal de substâncias alucinógenas, o que acarreta o aumento da criminalidade em sua cidade. Analogamente, a realidade global também vivencia a problemática do tráfico de drogas e da violência urbana, ocasionada pela negligência estatal e responsável pela perda da qualidade de vida.

A princípio, vale destacar o descaso governamental como fator preocupante.  Dessa forma, deve-se ressaltar que o poder público, muitas vezes, se isenta de instruir a população sobre os perigos da circulação de compostos ilícitos e sobre a importância da seguridade coletiva. Assim sendo, os ideias do filósofo grego Pitágoras, que há milênios apontava a educação infantil como melhor medida em detrimento da repressão adulta, são irresponsavelmente desconsiderados. Tal panorama, portanto, é injusto do ponto de vista social e deve ser alterado.

Além disso, cabe apontar a redução do bem-estar geral como consequência do impasse. Nessa visão, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada há 70 anos, baseou-se na defesa irrestrita da qualidade de vida como bem a ser generalizado. Entretanto, é notável que tal benesse não tem sido garantida, uma vez que é crescente o índice de doenças físicas e mentais causadas pelo consumo de narcóticos traficados, bem como pelo sentimento de insegurança urbana. Sob esse viés,  nota-se um contexto alarmante e inaceitável na contemporaneidade.

Logo, medidas devem ser postas em prática para superar esses desafios no Brasil. Para que isso ocorra, compete ao Ministério da Educação promover aulas sobre saúde e segurança em educandários infantis, por meio da criação de um projeto de lei. Por sua vez, o projeto deve funcionar a partir do envio mensal de profissionais capacitados na temática para instituições públicas e privadas de toda a rede nacional, com o objetivo de efetivar a ação preventiva por parte do governo e generalizar o bem-estar. Dessa feita, dramas como o de ‘‘Riverdale’’ hão de se limitar à ficção.