Tráfico de drogas e violência urbana
Enviada em 29/11/2020
“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a ele.” Essa afirmação da filósofa existencialista Simone de Beauvoir pode servir de metáfora à questão do tráfico de drogas e da violência urbana no Brasil, uma vez que, por mais escandalosa que seja essa situação, poucos são os esforços destinados a resolvê-la. Diante desse cenário, percebe-se a consolidação de uma grave adversidade, em virtude do silenciamento social e negligência governamental.
Em primeiro plano, nota-se que a falta de políticas públicas impede que o problema se resolva. Sobre isso, Abraham Lincoln, celebre personalidade americana, disse em um dos seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, observa-se uma inconformidade com o tráfico de drogas no país, no sentido de que, ao contrário do que Lincoln explanou, as políticas de combate ao tráfico atuais não servem a população com ações, planos e metas públicas efetivas que atuem na questão abordada, fazendo com que sua resolução seja quase utópica.
Outrossim, a omissão social é a causa secundária da problemática. Nessa lógica, o filósofo Karl Marx teceu diversas críticas em suas obras sobre a atuação governamental em relação à educação cidadã nas sociedades. Em se tratando da violência urbana no Brasil, é possível perceber que as críticas de Marx se fundamentam, pois o Estado não promove de forma adequada a conscientização em nenhuma de suas instâncias, como a escola ou meios de comunicação, ferindo, assim, a integridade física e psicológica da população.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar essa questão. Sendo assim, o Ministério da Educação, por meio das escolas e universidades, deve criar um projeto sócio educativo, com oficinas, palestras e de debates, para promover a conscientização social sobre o tráfico de drogas e violência urbana no Brasil. Tais eventos devem ter alcance nacional, inclusive pela internet, com transmissões ao vivo, por exemplo, para que se apresentem as principais questões do tema. Espera-se que, dessa forma, a população possa estar inteirada sobre o assunto e que o problema seja minimizado.