Tráfico de drogas e violência urbana

Enviada em 10/01/2021

Na música “Chicago”, o artista Sueth retrata memórias de sua infância, lembrando de seu primo, que após se envolver com o tráfico de drogas, se tornou mais um número nas estatísticas, ao ser baleado e morto. Do mesmo modo, ao se analisar a realidade urbana brasileira, pode-se dizer que a guerra contra as drogas envolve muito mais do que a venda de substâncias ilícitas e compromete toda a segurança da sociedade. Isso pode ser explicado pela alta capacidade viciante desses produtos e pela necessidade de organização dos mercadores dela em facções.

Primeiramente, afere-se que o uso de entorpecentes pode causar dependência química ou psicológica a quem os usa. Nesse sentido, releva-se o pensamento de Jean-Jacques Rousseau, de que o homem é muitas vezes escravo de seus vícios. Sendo assim, ao se analisar o contexto da violência nas cidades, percebe-se que, muitas vezes, ela é derivada da irracionalidade do usuário e sua necessidade de consumir drogas, que o leva a cometer crimes e se aliar com criminosos a fim de facilitar seu consumo.

Além disso, afirma-se que devido à ilegalidade desse sistema comercial, criou-se a necessidade da organização de grupos para conduzir o tráfico e, por conseguinte, tais grupos começaram a brigar entre si para obter domínio dessa atividade altamente lucrativa. Congruente a isso, têm-se os históricos combates entre potências mundiais, como a primeira e segunda grandes guerras, nas quais grupos se uniram e acabaram causando milhares de mortes e desequilíbrio da humanidade. Dessa maneira, nota-se que ambas as relações de violência só causam prejuízos para a sociedade.

Visto os fatos, percebe-se, portanto, a necessidade de intervenção, a fim de amenizar a problemática exposta. Isso pode ser feito a partir do investimento em clínicas de reabilitação, pelas prefeituras, em parceria com o Ministério da Saúde, com o objetivo de reduzir os danos causados pelos usuários de drogas a si e a terceiros, além de diminuir o poder das gangues que se abastecem com dinheiro deles.