Tráfico de drogas e violência urbana

Enviada em 21/08/2021

No Brasil contemporâneo, o tráfico de drogas é o principal impulsionador da violência urbana no país e permanece forte pois o Estado falha na política de prevenção e repreesão, não executando adequadamente as operações de prevenção em localidades dominadas pelo crime organizado.

Em primeiro lugar, é pacífico que o tráfico de drogas, onde quer que esteja situado, estimula a violência, no entanto, é também perceptível que as zonas que mais sofrem com a violência perpetrada por essa prática ilegal são as mais pobres. Isso acontece porque a “base” de operações do tráfico de drogas geralmente é situada em comunidades mais pobres, pois, ali há um ambiênte propício para uma força paraestatal, ou seja, a localidade carece de policiamento, educação e condições favoráveis de vida, o que segundo a Teoria das Janelas Quebradas, estimulada a pratica delituosa.

Dessa forma, quando o Estado chega em uma localidade dominada por essas forças paraestatais, há conflito, os quais vão além da trocas de tiro “comuns” entre policiais e traficantes. Eles normatizam a violência na cabeça de quem vê, e estimulam, seja diretamente, com feridos durante esses confrontos, ou indiretamente, quando um policial, com base na sua experiência com a localidade, descrimina os moradores, por a achar que todos naquele local também são criminosos, por exemplo.

Portanto, o tráfico de drogas muito contribui para a manutenção da violência urbana no Brasil, e torna-se necessária a adoção de políticas públicas que visem ocupar de forma definitiva localidades pobres com carência de Poder Público, as quais são destinos potenciais do tráfico, e só após isso, a re-conquista das localidades já dominadas. Isso deve ser feito pelo Estado, o qual detem a força coercitiva, por meio de um projeto de ocupação devidamente formulado pelo Congresso Nacional, com regras e objetivos claros a serem cumpridos, ouvidas, obrigatoriamente, as forças de segurança pública que enviderão esforços nas ocupações.