Tráfico de drogas e violência urbana
Enviada em 13/10/2021
Tangente à teoria de Hobbes, que profere que o ser humano é funesto, deve-se ressaltar que as adversidades em relação ao tráfico e a violência urbana englobam problemas sociais e econômicos. Em outras palavras, a ausência de oportunidades para diversos jovens do subúrbio, somado com a injustiça econômica e à falta de dinheiro, fomenta a relação desses adolescentes com o mundo do crime, com o objetivo de ganhar dinheiro de maneira pressurosa. Além disso, a falta de fiscalização da guarda nacional, somada com o precário desenvolvimento de operações para o combate do narcotráfico e da violência nos grandes centros urbanos é um grande movimentador de tais atividades.
Em primeira análise, consoante com o pensamento do Papa Francisco, que profere que não são só as guerras que corrompem a sociedade, mas as injustiças sociais também. Deve-se ressaltar a grande razão responsável pelo rápido desenvolvimento do narcotráfico e da violência nos grandes centros brasileiros, que é a pobreza e a falta de oportunidades. Analogamente, diversos jovens crescem e convivem com traficantes todos os dias, na porta de suas casas e nas comunidades, devido ao precário ensino escolar e a ausência de projetos sociais que ocupem o adolescente, gerando influências deturpadas. Ademais, entre as consequências geradas, pode-se citar a corrupção da juventude do indivíduo, além de deteriorar a sociedade como um todo, sendo conforme o pensamento do Papa.
Sob um segundo olhar, de acordo com Edmund Burke, que alega que é dever do Estado proteger seus filhos, é notório a falta de atenção do Governo acerca do tráfico de drogas e da violência crescente. Da mesma forma, dificilmente são criadas expedições que visam eliminar o crime e combater a violência nas metrópoles, contriubuindo para o desenvolvimento cada vez mais rápido das atividades ilícitas. Além disso, a Polícia Federal dificilmente age nos principais centros clandestinos, principalmente pela força notória das quadrilhas, que foram crescendo com o tempo e é extremamente complexo exaurir todo o crime em uma única expedição e com poucos profissionais de segurança.
Por tal prerrogativa, é de incubência do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos em conjunto com o Ministério da Educação promover atividades que ocupem as crianças da periferia dos grandes centros, sendo efetuado por meio do investimento em escolas e em instituições de ensino, além de estimular a prática de esportes, tais como o futebol e o basquete, com o objetivo de ocupar o cotidiano infantouvenil e gerar oportunidades para os cidadãos presentes nas comunidades brasileiras. Além disso, é dever do Ministério da Justiça promover operações de combate ao crime, por meio de investigação criminosa e treinamento dos profissionais de segurança, com a finalidade de reduzir o crime e o narcotráfico no Brasil, protegendo os cidadãos, sendo consoante com Burke.