Tráfico de drogas e violência urbana
Enviada em 22/02/2022
Vivemos em tempos de violência e desigualdade. O Brasil vem enfrentando um caso grave no combate ao tráfico de drogas e da violência urbana. No que se refere a isso, temos a nossa realidade retratada em nossas novelas, como por exemplo em A Força do Querer, exibida em nossas mídias televisivas, onde é retratado o cotidiano da população brasileira mediante os combates entre as facções, o perigo para a população, a pobreza nas comunidades e o fácil acesso ao crime para os jovens.
Em primeiro plano, deve-se destacar que são muitos fatores que nos levaram a posição que ocupamos hoje, sendo eles, a falta de investimento na educação, a careza de inclusão social, a desigualdade social e a violação dos direitos humanos. Diante disso, cabe analisar que a presença do tráfico de drogas e consequentemente da violência, pertence numerosamente maior nas áres periféricas, uma vez que, são áreas que carecem dos fatores citados anteriormente, onde os jovens crescem com a crença de que o futuro deles ja remete ao crime. Fato esse validado na música dos Racionais, onde o cantor Mano Brown , morador da periferia Capão Redondo, cita “Me ver pobre, preso ou morto, já é cultural”.
Ademais, é fundamental apontar a falha do Estado na repressão contra o crime como impulsionador desse cenário violento no Brasil. Visto que, segundo a Constituição de 1988, a segurança pública é um dever do Estado. Entretanto, ao invés de nos dar segurança, a polícia acaba ocasionando ainda mais violência, uma vez que não possuem treinamentos adequados, e são reconhecidos por corrupções e atos grosseiros que são mal fiscalizados. Logo, é inadmissível que esse cenário perdure.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio de programas sociais que incluam a população marginalizada na sociedade, promovendo projetos nas comunidades incentivando a educação, a fim de dar aos jovens a visão de um futuro que não seja o crime. Além disso, cabe aos órgãos de segurança o fornecimento de treinamentos éticos para seus respectivos funcionários, e a devida fiscalização das ordens éticas, a fim de obtermos o que nos é por direito, a segurança. Assim, se consolidará uma sociedade mais segura e inclusiva, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.