Tráfico de drogas e violência urbana

Enviada em 28/02/2022

Violência urbana e tráfico de drogas no Brasil: problemas persistentes

A década de 1920 foi marcada pelo constante derramamento de sangue nas cidades dos Estados Unidos em virtude da proibição da venda de bebidas alcoólicas, que fomentou o comércio ilegal desses produtos. Situação análoga ocorre no Brasil hodierno, em que o tráfico de drogas se configura como grande propulsionador da violência urbana, juntamente com as falhas existentes no sistema carcerário do país.

De início, vale citar o tráfico de drogas como grande impulsionador da violência urbana no Brasil. O famoso filme Tropa de Elite mostra de forma clara como ocorre uma verdadeira guerra entre policiais e traficantes que buscam o domínio das favelas do Rio de Janeiro para praticar a venda de drogas, vitimando inclusive muitos civis, seja pelo fogo cruzado, pela mera crueldade dos traficantes ou por engano dos próprios policiais ao acusarem erroneamente um inocente. Enfim, o comércio ilegal de drogas inegavelmente gera verdadeiros “rios de sangue” todos os anos no Brasil.

Ademais, faz-se mister ressaltar que o falho sistema carcerário brasileiro não reabilita os detentos para uma vida civilizada, pelo contrário, contribui para gerar ainda mais criminalidade. Para o filósofo Michel Foucault a forma com que os presos são tratados apenas contribui para torná-los pior, uma vez que o tratamento dado a eles no presídio é desumano, além de que nesse meio eles têm a possibilidade de interagir com mais criminosos e aprender mais sobre o mundo do crime. Tudo isso contribui para gerar um ciclo, em que os delinquentes são presos, mas voltam à sociedade para praticar mais delitos.

Conclui-se, portanto, que uma má abordagem dos criminosos contribui para aumentar o tráfico de drogas e a violência urbana. Para tanto, é necessário uma alteração no sistema prisional brasileiro, a fim de buscar incluir penas alternativas para os criminosos. Além disso, é necessária uma maior cautela por parte da polícia ao realizar operações nas zonas dominadas por traficantes, acabando com a política do “atira primeiro, depois pensa”, a fim de evitar a morte de civis inocentes. Tudo isso para afastar a realidade da década de 20 dos Estados Unidos do Brasil