Tráfico de drogas e violência urbana

Enviada em 27/07/2022

O romance “Utopia”- escrito no século XVI pelo escritor e filósofo Thomas Mor - retrata uma civilização ideal e livre de erros, na qual o mecanismo social é altamen-te criterioso e desprovido de desarmonia e complicações. Nesse sentido, tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea no que se refere ao tráfico de drogas e a violência urbana. Esse panorama lamentável ocorre não só pelo des-caso governamental, mas também pela invisibilidade desse problema. Desse mo-do, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter essa situação.

Nessa perspectiva, acerca da lógica referente ao abandono por parte do gover-no, é válido ressaltar o livro “Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, o qual aponta que as leis e os direitos previstos no papel dificilmente chegam até a popu-lação. De acordo com o pensamento anteriormente supracitado, há um certo es-quecimento do Estado diante à obrigação da garantia de segurança, de defesa dos direitos fundamentais, manutenção da ordem pública e a vida dos cidadãos. Des-tarte, fica evidente a ineficiência da máquina administrativa na resolução desse quadro.

Além disso, o não ênfase dessa problemática mostra-se como outro desafio a ser enfrentado. Dessa forma, segundo Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro “Raízes do Brasil”, a negligência é o principal fator para que os problemas perpetu-em durante a história. Tendo isso em vista, é notória a persistência da desatenção das autoridades governamentais e da população para com essa adversidade devi-do a falta de destaque dessa circunstância. Portanto, faz-se necessária a remedia-ção desse empecilho.

Diante disso, é urgente a necessidade de mitigação dos entraves em prol da re-solução do tráfico de drogas e da violência. Assim, cabe ao governo, por meio do ministério público federal, a fiscalização das leis, com o objetivo de assegurar os di-reitos e a segurança de toda a população. Ademais, é de responsabilidade da sociedade como um todo, por meio das mídias sociais e campanhas publicitárias televisivas, a divulgação dessa terrível adversidade, com a finalidade de garantir sua devida evidência e importância. Sendo assim, para que possa se cumprir a “Utopia” de Mor na sociedade atual.